Inclusão de áreas informais e rurais no plano de universalização do saneamento em São Paulo ocorreu após novo contrato com a empresa feita pelo Governo de SP
Agência SP – Publicado em 16/06/2026 – 07:00
O processo de desestatização da Sabesp realizado pelo Governo de São Paulo em 2024 possibilitou que as comunidades mais pobres e as áreas rurais fossem pela primeira vez incluídas no mapa do saneamento do Estado.
O contrato anterior incluía apenas o atendimento em áreas urbanizadas regulares ou em processo de regularização, de modo que as comunidades em situação de vulnerabilidade e as regiões rurais ficavam à margem dos projetos de ampliação do acesso à água e esgoto. Com a antecipação das metas de universalização, foi iniciado em 2025 um censo para mapear essas áreas e avançar na ampliação da estrutura em todo o estado.
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O Marco Legal do Saneamento prevê que até 2033 todos os estados tenham 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. A desestatização permitiu a antecipação da data para 2029.
Além de incluir os mais pobres, o novo contrato permitiu a expansão dos investimentos em todo o estado. Somente em 2025 foram investidos R$ 15,2 bilhões pela Sabesp em infraestrutura, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior, quando a companhia ainda não havia sido desestatizada.
Obras já começaram
Em São Paulo, a Companhia iniciou o processo de saneamento básico em Paraisópolis, na zona sul da cidade, a segunda maior comunidade da Capital, com a instalação de coletor principal e rede de canos para encaminhar todo o esgoto gerado pela comunidade para a estação de tratamento de Barueri, beneficiando diretamente cerca de 87 mil pessoas.
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