Envolvido em roubo de obras de arte é preso em São Paulo com auxílio do Muralha Paulista

A partir de uma ação de inteligência, polícia identificou e capturou o suspeito do roubo

Agência SP – Publicado em 08/12/2025 – 15:04

Um homem suspeito de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, na República, no centro de São Paulo, foi preso nesta segunda-feira (8) pela Polícia Civil. Ele foi localizado nesta segunda-feira (8) na região central da cidade.

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O suspeito foi identificado após um trabalho de investigação e análise de câmeras de segurança que registraram a ação criminosa no domingo (7). Com as informações capturadas pelo programa Muralha Paulista, os policiais conseguiram chegar até o homem.

O suspeito foi localizado por equipes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que ainda estão nas ruas em diligências para localizar as obras de arte roubadas. O segundo suspeito segue sendo procurado pelas autoridades policiais.

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A dupla invadiu o local, conhecido por ser a maior biblioteca do país, rendeu um vigilante e um casal de idosos e colocou documentos e oito quadros em uma sacola de lona. Posteriormente, eles fugiram pela saída principal.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente e realizou buscas pela região, mas não encontrou os suspeitos.

O caso foi registrado 2° Distrito Policial, no Bom Retiro, mas as investigações prosseguiram pela 1ª Cerco. O homem detido hoje está sendo encaminhado à delegacia, onde o caso será registrado.

Muralha Paulista

O Programa Muralha Paulista é uma iniciativa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, criada oficialmente pelo Decreto nº 68.828, de 4 de setembro de 2024. Seu principal objetivo é, por meio de ações de inteligência, controlar a mobilidade criminal e aumentar a eficácia das ações policiais por meio da integração de tecnologias de monitoramento. Até outubro deste ano, roubos, latrocínios e homicídios registraram os menores índices desde o início da série histórica, em 2001.

As câmeras cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.

Atualmente, 93 mil câmeras de 340 municípios estão conectadas ao sistema. Dessas, 66 mil são de monitoramento em tempo real, 20 mil fazem leitura automática de placas e 7 mil operam com reconhecimento facial. Outros 263 municípios já aderiram ao programa e estão em fase de integração.