Fiscalizações, planos industriais, rede de monitoramento, e estados de alerta, atenção e emergência compõem a resposta da agência ambiental nos dias mais secos do ano
Publicado em 26/08/2025 – 16:24
Sem chuva, com ar seco, baixa umidade e quase nenhum vento. No inverno paulista, esse cenário favorece a concentração de poluentes na atmosfera e pode comprometer a qualidade do ar. Para proteger a saúde da população, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) coloca em prática um protocolo especial que inclui desde fiscalizações em veículos a diesel até planos de redução de emissões com o setor industrial.
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Um exemplo é a Operação Fumaça Preta, realizada anualmente na capital paulista. A ação autua caminhões, ônibus e caminhonetes a diesel com emissão visível de poluentes. Em 2025, mais de 70 mil veículos já foram vistoriados e uma grande ação de conscientização com caminhoneiros foi realizada em julho na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).
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Sempre que uma empresa, que é uma fonte potencial de poluição do ar, se instala em uma região da cidade a Cetesb exige, já no licenciamento ambiental, que as indústrias e terminais de carga, por exemplo, tenham planos obrigatórios de redução de emissões. Esses planos são individualizados, com metas progressivas e fiscalização técnica da Companhia.
A Cetesb também integra o programa SP Sem Fogo, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com apoio da Defesa Civil, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros. Desde 2023, o programa já investiu R$ 97 milhões em ações para prevenir e combater queimadas, uma das maiores fontes de poluição atmosférica nesse período. Entre as medidas estão a limpeza das margens de rodovias, aquisição de veículos e monitoramento por satélite.
Em situações de poluição atmosférica intensa, a Cetesb — ou, conforme o caso, a Secretaria ou o Governo do Estado — pode declarar oficialmente Estado de Atenção, Alerta ou Emergência. A decisão é baseada nos níveis de poluentes registrados pelas estações de monitoramento da qualidade do ar e nas condições meteorológicas observadas. As medidas adotadas variam de acordo com o nível decretado e o poluente predominante.
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A base para essas decisões é a rede de monitoramento da qualidade do ar operada pela Cetesb, uma das maiores da América Latina. São 85 estações distribuídas pelo estado, sendo 63 delas automáticas, que enviam dados em tempo real sobre os principais poluentes atmosféricos.
Entre os poluentes monitorados estão:
O poluente dominante é aquele que apresenta a maior concentração em relação aos limites legais, e por isso determina o estado de criticidade. A partir desses dados, a Cetesb decide as medidas a serem adotadas e informa a população.