USP é a melhor universidade da América Latina e está entre as 120 melhores do mundo em ranking internacional

Levantamento do Centro Mundial de Rankings Universitários avaliou mais de 21 mil instituições com base em indicadores objetivos de educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa

Entre as instituições brasileiras, a USP é seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 346ª posição;

Agência SP – Publicado em 01/06/2026 – 11:10

A USP ocupa a 119ª posição entre 21.291 universidades avaliadas na edição 2026 do ranking Global 2000, divulgado nesta segunda-feira (1) pelo Centro Mundial de Rankings Universitários (CWUR, na sigla em inglês), organização de consultoria voltada a governos e universidades que publica seu ranking global desde 2012. O resultado coloca a USP no grupo dos 0,6% melhores de todas as instituições de ensino superior do mundo mapeadas pelo levantamento e em primeiro lugar tanto no Brasil como na América Latina e no Caribe.

A classificação aponta para o desempenho da Universidade em quatro grandes áreas. Na pesquisa, dimensão que concentra metade do peso total da avaliação, a USP se sai especialmente bem: ocupa a 82ª posição mundial no indicador de citações de artigos científicos, o 203º lugar no quesito corpo docente, que considera o número de professores com distinções acadêmicas de alto nível, e a 390ª colocação em empregabilidade, que mede o sucesso profissional dos egressos. Na área de educação, que avalia o desempenho acadêmico dos ex-alunos em relação ao tamanho da instituição, a USP aparece na 549ª posição. A pontuação geral foi de 81,2.

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Entre as instituições brasileiras, a USP é seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 346ª posição; pela Universidade de Campinas (Unicamp), na 379ª; pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na 476ª posição; pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 479ª; e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 508ª colocação. 

“A pontuação geral da USP manteve-se estável em comparação aos anos anteriores, mas a metodologia deste ranking privilegia indicadores que desfavorecem instituições que não estão no chamado norte global, o que pode ter interferido no posicionamento da Universidade, com queda de uma posição. Um exemplo é o apontamento do número de docentes e egressos laureados em uma lista bastante restrita de prêmios e distinções acadêmicas consideradas de prestígio, como Nobel e Fields. Mesmo assim, a USP continua figurando entre as principais universidades do mundo, dentre as mais de 21.000 instituições que participaram desta edição do CWUR. Permanecemos entre as top 0,6% melhores universidades classificadas em geral e no top 100 em pesquisa”, avalia a coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini.

O Egida é o setor da USP responsável por monitorar e analisar os principais rankings universitários internacionais e os indicadores que medem o desempenho acadêmico e científico da Universidade. No site do escritório é possível consultar informações detalhadas sobre os diversos levantamentos. 

O CWUR se distingue de outros rankings por não utilizar questionários respondidos pelas próprias universidades nem pesquisas de percepção, fontes que poderiam sofrer restrições por abrirem espaço para distorções e estratégias de autopromoção institucional. A metodologia baseia-se exclusivamente em indicadores objetivos e verificáveis, construídos a partir de 81 milhões de pontos de dados, o que confere ao levantamento reputação de independência e consistência. Os critérios estão distribuídos em sete indicadores agrupados em quatro eixos: educação e empregabilidade dos egressos (25% cada), qualificação do corpo docente (10%) e pesquisa, sendo esta última subdividida em volume de publicações, qualidade das revistas onde os artigos são publicados, influência e número de citações (10% cada).